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DesEncontro de Gêneros

Era uma vez, em um dia qualquer, num passado não tão distante; entretanto, quase esquecido

O Romantismo, ainda jovem, aliado ao Drama e às paixões da Aventura revolucionária ainda bem antes daquele emblemático dia 14, convencia a Ação de que o Terror, em sua fase de formação, participaria de tal distinto encontro, entretendo todos os mais dispostos e favoráveis às causas dos desbravadores oprimidos. É bem verdade que na incompleta capacidade de se expressar, somada à sua tímida experiência com assuntos do gênero, doses da Simpatia e do Afeto também seriam avistados passeando livremente pelo amplo e iluminado salão do baile ao som da grandiosa ópera moderna. Antigos elementos como o Lirismo Amoroso e Trovadoresco, que abririam caminhos repletos de requinte para o pomposo, maduro e controverso Classicismo, o qual declarava sua afinidade com o individualismo e com a valorização da beleza e elementos tão mais antigos, passando a enxergar em si próprio alguém que deveria buscar equilíbrio fora de sua própria casa, a qual havia perdido um certo brilho natural; assim como o Barroco, ainda mais controverso, muito brigão e incerto a respeito de sua natureza bipolar - este era visto com pavor pelos anfitriões, já que a ele, uma hora ou outra, eram atribuídos poderes especiais - não o da onisciência; e embora antiquados- e que para não o aborrecer, os festeiros afirmaram que a festa havia sido postergada; o que portanto e avançando direto ao ponto crucial após tanta digressão, resultou na ausência de todos os outros mencionados, já que eram vistos juntos, às vezes, por alguns dos jovens, que, apesar de sedentos e auspiciosos por fazer valer sua afirmação sobre sua própria individualidade e brilho, esbarravam em suas próprias características a respeito do indivíduo urbano, deixando também de fora o Arcadismo, visto por eles como ruralista, propenso ao uso de apelidos, o que poderia aborrecer os outros convidados, e para piorar, como reclamão, já que nunca conseguiu se estabelecer como um "discolado" por causa do insucesso no amor, o tornando um elemento amargurado e muito chato de acordo com a visão dos jovens organizadores, que de imediato e de modo sutil, saíram de cena e caminhando em busca da Aventura. Esta que havia se ausentado para resolver assuntos pessoais. Sem antes porém, aguçar os sentidos de outros sentimentos repletos de Realismo, mantendo de modo indireto a plena satisfação dos penetras não avistados pelos anfitriões. Logo a Aventura, que sem saber poderia abrir precedentes para o garoto Modernismo, ainda por nascer. O terror então, ainda aprendendo a andar (como em uma viagem pelo tempo, repleta de elementos da Fantasia, a Fantasia que por pouco não garantiu sua participação na mesma festa por não conseguir contribuir em totalidade para a plena realização de planos anteriormente estabelecidos. De fato, seu poder de persuasão, apesar de sua ineficiência em realizar os feitiços de outrora, altamente requeridos e com requinte pelo Romantismo, foi o seu ingresso para a grande festa. Algo que caso não se concretizasse, teria então gerado indesejados resultados para os jovens organizadores. Voltando ao personagem anterior, o Terror, que possuidor de dons tenebrosos e assustadores, sem porém conseguir usá-los, aquele, meio que mancando, telefonou para a Ficção, no rastro de sua complexidade e evolução tecnológica e, via what´s app, e em roupas um tanto improvisadas, relatando que o plano piloto já se encontrava em andamento. Foi quando a Comédia, atrasada para a festa, como um alarme, interrompeu e clamou bem alto, pedindo a todos que não transformassem aquele sonho em um pesadelo.

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