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A Construção

A Construção



A Engenharia, a Arquitetura, a Litetratura, a Poesia, o Funk dos anos 90, o Pop e o Rock´n roll...

A Elaboração de um projeto para a construção de um edifício e outros modelos residenciais, de alto ou médio padrão poderia ser um desejo de muitos arquitetos, arquitetas, engenheiros e engenheiras existentes em nosso planeta, grandes profissionais que se dispõem de seus conhecimentos para realizarem os desejos de seus clientes. Engenheiros e engenheiras habilidosos e competentes são designados para a escolha dos diversos materiais, cálculos de suas resistências e aprovações de planos de ação antes que tal projeto possa ser posto em prática de forma minuciosa através dos esforços dos auxiliares e encarregados de uma obra. Poderíamos afirmar que, neste processo, não existe lugar para suposições e que o empirismo se torna a base de um plano complexo e bem sucedido.
Figuras de linguagem e de pensamento, tal qual a ambiguidade estariam certamente fora deste contexto e a criatividade de um arquiteto, aliada aos conhecimentos de um engenheiro civil, seriam os mecanismos utilizados para o início e desenvolvimento das atividades devidamente inseridas no ramo das ciências exatas.
Entretanto, retrocedendo um pouco na linha temporal, um processo semelhante em grau de complexidade poderia ser observado durante a formação destes profissionais extremamente importantes para comunidades e diferentes setores da economia. É neste contexto que observamos os primeiros contatos destes formandos com uma forma determinada e específica de literatura, que é, entretanto, livre de figuras de pensamento ou de linguagem, a fim de que se eliminem duplos sentidos durante o processo de produção. Em contrapartida, neste momento, nos deparamos com a impossibilidade de negarmos a existência de um método teórico aplicado ao processo que pudesse separar duas ciências de ramos totalmente diferentes: o ramo das exatas e o ramo das humanas. Poderíamos afirmar que o elo de ligação entre elas seria possível através da literatura, por meio dos textos formados por palavras, linhas ou versos repletos de significado. Embora, naquela forma de ciência não exista margem para diferentes interpretações para a elaboração do objeto proposto, aquilo que se denomina a sua obra prima. Ao passo que um escritor de romances ou poesias se disporia de um maior ou menor grau de liberdade para a elaboração de suas obras, de acordo com a escola literária de sua escolha, na qual ele se encontra inserido ou até mesmo por fatores estéticos envolvidos na produção de sua obra.
A observação faz parte do universo de todos aqueles que gostam de escrever ao passo que o empirismo se torna um fator determinante no ramo das ciências exatas; para aqueles, fatores como o (pre)conceito sobre seus objetos são corretamente deixados de fora desse processo. Entretanto, a má interpretação por parte de alguns leitores ou apreciadores desses trabalhos resulta em uma visão deturpada em relação às obras produzidas. Sejam elas de bom ou mal gosto, escritas em primeira ou terceira pessoa, com narrador onisciente ou não. Também pode-se dizer que a classificação de uma obra como boa ou ruim fica a par dos críticos literários. Entretanto, e independente da crítica recebida, a obra em si ainda poderia ser lida e relida sob diferentes ângulos e perspectivas; e, muitas vezes, percebida de modo diferente por diferentes leitores de diferentes gêneros, idades, localidades e eras. Se levarmos em consideração que letras de música são poesias, e portanto, obras literárias, leitores menos atentos poderiam então passar a enxergar, de modo convincente, as obras produzidas como constituintes da cultura de uma nação. Para terminar, eu gostaria de ressaltar que esse texto não é uma crítica ou uma reclamação. Trata-se apenas do meu ponto de vista em relação às obras literárias e é bem provável que quem escreveu este texto ( eu) o veja com um olhar diferente ao decorrer dos dias.

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